Monumento ao Marechal Floriano Peixoto

Hoje vou falar para vocês sobre o monumento ao Marechal Floriano Peixoto, localizado no centro da praça que leva o seu nome, mais conhecida como Cinelândia.

Erguido em 1910 em homenagem ao segundo presidente da República, foi inaugurado em 21 de abril de 1910, aniversário de morte de Tiradentes. Foi rigorosamente concebido de acordo com o ideário positivista marcante no início da República, exaltando a nacionalidade brasileira com grupos alegóricos lembrando os indígenas, os portugueses, os negros e a presença católica no Brasil.

Dia a inauguração – Foto: A. Ribeiro

Obra do pintor Eduardo Sá escolhida pelo Clube Militar, o trabalho foi executado em Paris.

Em sua base, as quatro faces tem grupos que procuram exaltar a nacionalidade, já que o monumento procurou ser no conjunto, uma apoteose ao patriotismo.

Há de um lado, dois indígenas, que representam os habitantes pré-descobrimento, o elemento aborígene. Nesse grupo os índios com expressão altiva, firme com o olhar e vigoroso busto inspirado no quadro do canto VI do “Y-Juca-Pirama”, poema dos “Timbiras”, de Gonçalves Dias –  o poder de significação herói com força física, astúcia e caráter notável.

O segundo, do outro lado do pedestal, representa alegoria à conquista portuguesa, com um grupo dominado por Caramuru, náufrago português encontrado no Brasil no início do século XVI.

Ao lado, encontra-se o terceiro conjunto alegórico, representando o período da catequese, simbolizada pelo Padre Anchieta e uma jovem admirando a cruz cristã.

E o quarto e último grupo representa a contribuição étnica africana, através de um conjunto inspirado em uma passagem do poema “Cachoeira de Paulo Afonso”, de Castro Alves. Mostra um casal com expressão de atenção e força.

A figura da mulher com vestes colantes, expressão forte, tranquila e meiga que representa a Paz e o Amor, tendo abaixo a placa de inauguração.

A parte central do monumento é formada por uma coluna em forma de agulha, de granito nacional, em que estão embutidos baixo-relevos de mármore branco, representando os elementos e os auxiliares decisivos para que o Marechal Floriano defendesse a República: o Exército, através da resistência do General Gomes Carneiro; a Marinha, devido à fidelidade do Almirante Jerônimo Gonçalves; a Polícia, simbolizada pelo General Fonseca Gomes; e o elemento Civil, representado por Júlio de Castilhos e uma criança como jovens patriotas.

No topo do monumento encontra-se uma figura de mulher, exprimindo a Pátria e um grupo principal constituído pelo Marechal Floriano Peixoto, com espada em punho, as figuras de Tiradentes, José Bonifácio e Benjamim Constant, que surgem da bandeira da República.

  Atrás da bandeira, crianças representam as futuras gerações.

Na base as grandes datas da nossa história – 1500, 1822, 1888 e 1889 estão gravadas e no plano inferior, as legendas:  “A sã política é filha da moral e da razão” – “O amor por princípio e a ordem por base, o progresso por fim” – “Libertas que sera tamen” .

Fotos: Veras Dias

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